Interesse público e direitos individuais

Fonte: http://www.questoesdeconcursos.com.br/questoes/f63b97f4-63

Hoje em dia, as relações humanas são fugazes, surgem e desaparecem sem deixar vestígios. O Direito não pode ignorar essa realidade, sob pena de não cumprir sua função: manter a ordem jurídica. O grande desafio é compatibilizar a realização do interesse público com as garantias e os direitos individuais, que têm o fundamental papel de defender o cidadão contra o Estado.

Nesse quadro, os avanços tecnológicos acabam representando uma dificuldade especial. De um lado, as tecnologias à disposição dos particulares muitas vezes são instrumentos para desvios de conduta. De outro lado, para coibir ou punir tais comportamentos, o Estado tem que recorrer a similares tecnologias que invadem a privacidade dos cidadãos.

A questão é como conciliar as imprescindíveis ferramentas de investigação à disposição do Estado com o direito à defesa e ao contraditório, garantias constitucionais. A regra geral é que o direito à defesa e ao contraditório devem ser garantidos aos particulares antes que eles sejam afetados por atos estatais.

Em alguns casos, porém, o oferecimento de oportunidade de defesa antes da atuação estatal é incompatível com o interesse público que ela visa tutelar. É o caso, por exemplo, da apreensão de alimentos contaminados para impedir sua comercialização. Não teria sentido permitir que o comerciante continuasse vendendo alimentos contaminados ao público apenas para que ele pudesse exercer previamente o direito de defesa; a oportunidade de manifestação prévia representaria definitivo prejuízo para o interesse público. Daí porque, em hipóteses excepcionalíssimas, o direito de defesa pode ser flexibilizado, mas apenas no limite indispensável à preservação do interesse público e de forma a representar o menor ônus ao particular.


No caso de escutas telefônicas autorizadas por ordem judicial para fins investigatórios, é possível afirmar com segurança que sua realização não é compatível com o exercício
prévio do direito de defesa, pois, do contrário, elas seriam destituídas de qualquer sentido útil ou prático. Em razão da natureza específica dessa operação, o direito de defesa deve ser garantido após o término do período da quebra de sigilo telefônico.

(Adaptado de Pedro Paulo de Rezende Porto Filho. 10/01/2009. http://www.conjur.com.br )

O andar do bêbado


O andar do bêbado

Nadar contra a corrente da intuição é uma tarefa difícil. Como se sabe, a mente humana foi construída para identificar uma causa definida para cada acontecimento, podendo por isso ter bastante dificuldade em aceitar a influência de fatores aleatórios (*) ou não diretamente relacionáveis a um fenômeno. Portanto, o primeiro passo em nossa investigação sobre o papel do acaso em nossas vidas é percebermos que o êxito ou o fracasso podem não surgir de uma grande habilidade ou grande incompetência, e sim, como escreveu o economista Armen Alchian, de "circunstâncias fortuitas". Os processos aleatórios são fundamentais na natureza, e onipresentes em nossa vida cotidiana; ainda assim, a maioria das pessoas não os compreende nem pensa muito a seu respeito.

O título deste livro - O andar do bêbado - vem de uma analogia que descreve o movimento aleatório, como os trajetos seguidos por moléculas ao flutuarem no espaço, chocando-se incessantemente com suas moléculas irmãs. Isso pode servir como uma metáfora para a nossa vida, nosso caminho da faculdade para a carreira profissional, da vida de solteiro para a familiar, do primeiro ao último buraco de um campo de golfe. A surpresa é que também podemos empregar as ferramentas usadas na compreensão do andar do bêbado para entendermos os acontecimentos da nossa vida diária.
 
O objetivo deste livro é ilustrar o papel do acaso no mundo que nos cerca e mostrar de que modo podemos reconhecer sua atuação nas questões humanas. Espero que depois desta viagem pelo mundo da aleatoriedade, você, leitor, comece a ver a vida por um ângulo diferente, menos determinista, com uma compreensão mais profunda dos fenômenos cotidianos.

(*) aleatório: que depende das circunstâncias, do acaso;fortuito, contingente. (Houaiss)

(Do prólogo de Leonar Mlodinow para seu livro O andar do bêbado)

lá ele

(recebido por email, se alguém souber o autor, me diga)
 
Realmente, o "lá ele" tem importância fundamental.
 
Informação cultural importante:

O "lá ele" é uma das mais importantes expressões do idioma baianês, mais especificamente do dialeto soteropolitano baixo-vulgar. Segundo os léxicos, a expressão significa "outra pessoa, não eu" (LARIÚ, Nivaldo. Dicionário de baianês. 3ª ed. rev. e ampl. Salvador: EGBA, 2007, s/n).
 
A origem da expressão é ambígua. Alguns etimologistas atribuem seu surgimento às nativas do bairro da Mata Escura, enquanto outros identificam registros mais antigos no falar dos moradores do Pau Miúdo. O certo, porém é que o "lá ele" desempenha papel fundamental em um dos aspectos mais importantes da cultura da primeira capital do Brasil - a sub cultura urbana do duplo sentido.
 
Desde a mais tenra infância, os naturais da Soterópolis são treinados para identificar frases passíveis de dupla interpretação. Da mesma forma, os soteropolitanos aprendem desde cedo a engendrar artimanhas para que seu interlocutor profira expressões de duplo sentido.
 
Assim, as pessoas vivem sob constante tensão vocabular, cuidando para não fazer afirmações que possam ser deturpadas pelo interlocutor. Para indivíduos do sexo masculino, por exemplo, é vedado conjugar na primeira pessoa inocentes verbos como "dar", "sentar","receber", cair", "chupar" etc. O interlocutor sempre estará atento para,ao
primeiro deslize, destruir a reputação de quem pronunciou a palavra proibida.
 
Como antídoto para a incômoda prática, o "lá ele" surgiu como uma ferramenta indispensável na comunicação do soteropolitano. Assim, o indivíduo que falar algo sujeito a interpretações maliciosas estará a salvo se, imediatamente, antes da reação de seu interlocutor, falar em alto e bom som "lá ele!"
 
Por exemplo, qualquer homem, por mais macho que seja, terá sua orientação posta em dúvida se falar "Neste Natal comi um ótimo peru". Contudo, se sua frase for "Neste Natal comi um ótimo peru, lá ele!", não haverá qualquer problema. No mesmo diapasão, confira-se:  
  1. se um colega de trabalho enviar um e-mail perguntando "vai dar para almoçar hoje?", não se pode redargüir apenas "Sim"; deve-se responder "Vai dar lá ele. Vamos almoçar"; 
  2. se, na pendência do pagamento de polpudos honorários, um advogado perguntar ao outro "Já recebeu?", a resposta deverá ser "Recebeu lá ele. Já foi pago"; 
  3. ou, ainda, se alguém tiver a desdita a desdita de nascer no citado bairro do Pau Miúdo, o que poderá transformar sua vida em um interminável festival de chacotas, deverá sempre valer-se da ressalva: "eu sou do Pau Miúdo, lá ele". 
 
Para melhor compreensão da matéria, reproduz-se abaixo um exemplo real, ocorrido no último domingo durante a transmissão do épico triunfo (vitória é coisa de chibungo, lá ele) do glorioso Esporte Clube Bahia sobre o Atlético de Alagoinhas:
 
  • Locutor: "Subiu o cartão amarelo?" 
  • Repórter: "Subiu o amarelo e o vermelho."
  • Locutor: "Mas você está vendo subir tudo!"
  • Repórter: "Lá ele!" 
 
Note-se que o "lá ele" pode sofrer variações de gênero e número, de acordo com a palavra que se pretende neutralizar. Se, antes de uma sessão do TJBA, alguém perguntar "Você conhece os membros da turma julgadora?", deve-se objetar com veemência: "Lá eles!". Ou se o cidadão for à Sorveteria da Ribeira e lhe perguntarem "Quantas bolas o senhor deseja?", é de todo recomendável que se responda "Duas, lá elas, por favor".
 
A cultura duplo sentido oferece outros fenômenos da comunicação interpessoal. Veja-se, a título de ilustração, o sufixo "ives".
 
Em Salvador, não se pode falar palavras terminadas em "u", principalmente as oxítonas. Independentemente de sexo, idade ou classe social, o indivíduo poderá ser mandado para aquele lugar (lá ele). A pronúncia de uma palavra que dê (lá ela) rima com o nome popular do esfíncter (lá ele) será prontamente rebatida com a amável sugestão. Para fazer face ao problema, a vogal "u" passou a ser costumeiramente substituída pelo sufixo "ives".
 
Destarte, o capitão da Seleção de 2002 é tratado como "Cafives"; o Estádio de Pituaçu virou "Pituacives"; o bairro do Curuzu se tornou "Curuzives"; a capital de Sergipe sói ser chamada de"Aracajives"; e as pessoas que atendiam pela alcunha de Babu, com frequência utilizada na Bahia para apelidar carinhosamente pessoas de feições simiescas, há
muito tempo passaram a ser chamadas de "Babives".
 
Um alentado estudo do "lá ele", que tem outras aplicações práticas além daquelas ora examinadas, pode ser encontrado na obra http://ohsuamisera.blogspot.com/2008/10/oxente-rapaz-l-ele.html. Para o "ives", recomenda-se o estudo de http://www.bbmp.com.br/?p=399, que inclusive analisa a relação do sufixo com a expressão "lá ele".

para refletir: sobre a moralidade, em geral, dos ateus

Texto interessante, que vai de acordo com o meu pensamento (na verdade, convicção): a moral não vem da religião.

http://maesouateu.wordpress.com/2009/08/10/paises-ateus-sao-mais-justo-confirmam-pesquisas/

Países ateus são mais justos, confirmam pesquisas.


Faz quase um século e meio que o famoso escritor russo Dostoievski proferiu a famosa frase em “Os Irmãos Karamazov”: Se Deus não existe tudo é permitido. Muitos religiosos expressam com essa frase a idéia de que sem a crença em algo divino os homens não teriam um limite, nenhuma razão para fazer o bem. Sem a promessa de uma vida eterna e feliz os homens não fariam o bem a fim de buscá-la e sem a ameaça de um tormento eterno para quem não controlasse seus instintos, os homens não conseguiriam controlar-se e perder-se-iam em hedonismo. Mesmo que, como disse Bertrand Russel, uma virtude que tem suas raízes no medo não seja lá muito digna de ser admirada, para muitos ela é a única possível para nós, pecadores por natureza. Apontam casos onde o ateísmo predominou e o que se seguiu foi uma série de enormes barbáries, como na antiga União Soviética. Mas não poderia haver mesmo possibilidades de se levar uma vida ética e justa sem Deus?

Segundo o sociólogo norte-americano Phil Zuckerman isso é efetivamente possível. De acordo com uma pesquisa que ele realizou e publicou em seu livro “Society Without God – What the Least Religious Nations Can Tell Us About Contentment” [Sociedade sem Deus – O que as nações menos religiosas podem nos dizer a respeito da satisfação], os países menos religiosos do mundo são os mais justos, mais éticos, possuem forte economia, baixa taxa de criminalidade, os mais altos índices de qualidade de vida, altos padrões de vida e igualdade social. Ao contrário, os países mais religiosos são aqueles com maior desigualdade, criminalidade, corrupção, injustiça e outras pragas sociais, como Brasil. Com essa pesquisa ele provou que é errada a crença dos norte-americanos e de outras pessoas (como os brasileiros) de que um país sem Deus inevitavelmente cairia na criminalidade, na imoralidade e na degeneração. Muito pelo contrário, os países mais éticos e justos são a Suécia e a Dinamarca, que são os países com maior quantidade de ateus no mundo e com baixíssima religiosidade (recentemente outra pesquisa mostrou que os dinamarqueses são as pessoas mais felizes e satisfeitas do mundo). Mostra algo que todos os ateus já sabiam e que somente os crentes ignorantes sobre o assunto alimentam com seu preconceito: é possível valorizar o bem, a justiça, o homem e a vida por si mesmos, sem precisar acreditar que Deus nos castigará se não o fizermos. Completa Zuckerman:

“Os dinamarqueses e os suecos têm um respeito muito forte pela dignidade humana. Eles criaram sociedades com as menores taxas de pobreza do mundo, as menores taxas de crimes violentos do mundo e o melhor sistema de educação e de saúde do mundo. Eles fizeram isso não como uma tentativa de agradar ou alcançar Deus, mas porque vêem um valor manifesto na vida humana e acreditam que o sofrimento é um mal em e além de si mesmo.”

(Entrevista na íntegra: http://integras.blogspot.com/2008/12/pas-menos-religiosos-so-os-mais.html)

Encontrei os números em um site evangélico:

“Suécia (85%), Vietnam (81%), Dinamarca (80%), Noruega (72%), Japão (65%) e República Checa (61%) respectivamente, encabeçam a lista, seguidos por Finlândia (60%), França (54%), Coréia do Sul (52%), Estônia (49%), Alemanha (49%), Rússia (48%), Hungria (46%), Holanda (44%), Inglaterra (44%) etc. Todos esses países possuem alta renda per capta, exceto o Vietnam, onde o ateísmo não é orgânico, mas coercivo, isto é, imposto ou induzido pelo regime político ou religioso. Essa situação é encontrada também nos países do continente asiático – o mais populoso do mundo –, na Oceania e no Oriente Médio.”

(Fonte: http://www.revistaenfoque.com.br/index.php?edicao=74&materia=837)

Outra fonte vem de Sam Harris, famoso filósofo ateu norte-americano em “Carta A Uma Nação Cristã”, onde ele mostra que os países mais desenvolvidos, justos e igualitários do mundo são compostos, em sua grande maioria, por ateus e não-religiosos. Nações desenvolvidas, mas que são muito religiosas, como os Estados Unidos, possuem taxas de criminalidade, injustiça, desigualdade, etc. menores que as dos países subdesenvolvidos, mas no entanto ficam muito aquém dos países ateus da Europa. Os Estados Unidos são um país com alta taxa de criminalidade, ao contrário dos países “ateus” do norte da Europa. Sam Harris mostram ainda que a criminalidade na Europa poderia ser ainda menor se não fosse por conta da imigração. Mostra que na França, 70% (!) dos detentos nas prisões francesas são muçulmanos. A quantidade de ateus nas prisões francesas é muito pequena. Ao contrário do Brasil, onde o ateísmo não chega a 5%, portanto seria normal não encontrar muitos presidiários ateus (e não encontram), na França existem muitos ateus, mas eles não saem por ai cometendo todos os tipos de crimes. Sam Harris continua:

“Noruega, Islândia, Canadá, Suécia, Suíça, Bélgica, Japão, Holanda. Dinamarca e Reino Unido estão entre as sociedades menos religiosas da Terra. De acordo com o Relatório do Desenvolvimento Humano das Nações Unidas (2005), essas sociedades também são as mais saudáveis, segundo os indicadores da expectativa de vida, alfabetização, renda per capta, nível educacional, igualdade entre os sexos, taxa de homicídio e mortalidade infantil.”

Dostoievski estava errado. É possível viver bem, justa e eticamente sem Deus. Muitos acham que os ateus, por não acreditarem em Deus, também não acreditam em valores morais, mas é justamente o contrário. Ateus acreditam no bem, no amor, na igualdade e na justiça. Mas diferentemente dos crentes, os ateus pensam em tais coisas com bens em si mesmos. Não pensamos que devemos ser justos e morais porque se não fôssemos assim seríamos punidos por um ser superior, mas devemos ser justos e morais porque isso é o certo. Além do mais, acreditar em Deus não garante um comportamento mais moral e justo, por isso existem as leis escritas e a polícia. Mesmo que todos acreditassem em Deus e freqüentasse a Igreja todos os Domingos, muitos deles não cometeriam crimes, não por fé em Deus, mas por medo da justiça dos homens mesmo.

Se os ateus são mesmo os monstros devassos pintados pela religião e pela Bíblia, como eles conseguiram formar uma sociedade mais justa e igualitária que os religiosos? Zuckerman responde:

“Não é necessário acreditar em Deus para acreditar na justiça. De fato, se poderia argumentar que aqueles que acreditam fortemente em Deus podem ser mais indiferentes e assumir que “tudo está nas mãos de Deus”, enquanto que os seculares sabem que a possibilidade de construir uma vida e um mundo melhores está nas mãos deles e apenas deles. Então, os dinamarqueses e os suecos contaram apenas com o seu próprio esforço – não com orações a Deus.”

Igor Roosevelt

Sites gratuitos para gerenciamento financeiro pessoal

Em um texto anterior, eu repliquei, do blog de Fernando Gonzaga, um ótimo tutorial para usar o Badger-Finance no dreamhost[1]. Para os mais desenvoltos, o Badger tem um instalador para windows, caso o usuário queira usar em seu desktop. Se for usuário linux, é só instalar um apache+php+mysql na própria máquina e instalar o Badger em seguida. 

Já os usuários mais leigos, ou que por algum motivo não querem ter o trabalho de instalar o software web, podem usar este mesmo tipo de solução em sites grátis, em português. Eu já tinha visto o MeuTutu, mas nunca o experimentei (e tinha até esquecido o nome). Pra minha alegria, acabo de ver uma mensagem de Antônio Azevedo para lista GTDBR, citando o MeuTutu e outros sites brasileiros, gratuitos, para gerenciamento financeiro pessoal, controle de investimentos e do orçamento. Obrigado, Antônio! 

Após testar todos os links, a lista segue abaixo:
Aviso importante: eu nunca usei nem testei nenhum destes sites acima. O motivo principal para eu usar o Badger-Finance é que a idéia de armazenar minhas informações financeiras em bancos de dados que eu não detenho o controle é bastante desagradável. Se for usar, leia os termos de uso e de privacidade.

[1] - Estou com alguns PROMO CODES para quem quiser fazer uma conta lá com um descontinho. Deixe um comentário neste blog ou me mande um email.

    Eleição DCE/UFBA

    Email veiculado no grupo de discussão da minha turma de Gestão Pública e Gestão Social. 

      O único comentário que eu posso fazer é que, pra mim, a situação do Movimento Estudantil descambou para a descaração, no momento que eu soube que a eleição é majoritária. Isto quer dizer que a chapa que vence as eleições leva o Diretório inteiro. Eu nunca vi isto. Quando questionei uns colegas (que faziam a propaganda eleitoral na sala),  me responderam que isto aconteceu em 2006, e que num tal período --  de 2001 até 2003, se não me engano -- foi assim (majoritária) e depois voltou (proporcional). Mas pelo que eu me lembro, e fiz graduação de 99.2 até 2004.1 (março de 2005), nunca teve isto. E o que ficou parecendo é que eles são craques em citar datas e falar do passado (de quando não eram estudantes da UFBA ainda) com muita segurança e propriedade. 

    Isto me lembra um professor que tive, recentemente, num curso que fiz: 'Segurança é TUDO!', 'ráaaa!'. Grande Fernando...

    Encerrando, eu vou tentar ver as propostas e escolher a melhor chapa...

    E aí, você aluno da UFBA, já votou? 'Ni' quem? 

    ---------- Forwarded message ----------
    From: Jamile
    Date: 2010/4/27
    Subject: Eleição DCE/UFBA
    To: gestao-ufba-20101@googlegroups.com


    Prezados colegas,

    A partir de hoje até o dia 29/04 (quinta-feira) ocorrerão às eleições para o DCE, seguida pela escolha de reitor ou reitora (dias 4 e 5 de maio). Ainda este ano teremos também as eleições para presidente, governador, senador, deputado federal e deputado estadual.

    Para quem não sabe, o Diretório Central dos Estudantes é a entidade oficial do corpo discente da UFBA com autonomia administrativa, política e financeira, criada com o intuito de servir à comunidade acadêmica e lutar pelos nossos direitos, promovendo debates, organizando eventos. A sede do DCE fica na Rua Caetano Moura, 142, Federação.

    São cinco chapas que participam das eleições, compostas por alunos dos Bacharelados Interdisciplinares, Tecnológico e de outros institutos da UFBA:

    Conheça as chapas concorrentes:

    Durante os últimos dias pudemos perceber como é grande a mobilização. É comum as chapas chegarem com cartazes, adesivos, faixas, camisas, passagens pelas salas. Enfim, algumas pessoas têm aversão à política, preferem fechar os olhos, achar que são impotentes, fingem que estão imunes às decisões que os cercam, que não têm responsabilidade sobre os resultados ou simplesmente votam com base em critérios aleatórios, irrelevantes e sem sentido (“é a chapa do meu amigo”, ou “foi a primeira que eu vi”, etc.). Tempos depois, criticam de forma veemente, mas com tanta propriedade sobre o que dizem quanto um papagaio. Penso que os alunos do curso de Gestão Pública e Social não devem ser assim!

    Estamos em uma modalidade de curso diferente, com uma grade interdisciplinar e professores exemplares para nos distanciarmos das questões da universidade. Pense, converse com os membros das chapas, filtre os discursos tendenciosos e vote em propostas.

     

    Saudações,

    Jamile


               

    Controle sua vida financeira com o Badger

    Eu costumo indicar o link abaixo para as pessoas, quando falo do Badger-Finance. Todavia, muitas vezes o site do Fernando Gonzaga fica fora do ar. Por este motivo, replico no meu posterous.
     
    Se o autor original chegar a este link, mais uma vez: MUITO OBRIGADO!
     
    http://fe.eti.br/2007/11/06/controle-sua-vida-financeira-com-o-badger-melhor-que-microsoft-money/
     

    Controle sua vida financeira com o Badger (melhor que Microsoft Money)

    Tuesday, November 6th, 2007 in GestãoBate-papo

    Minha vida tem mudado de um tempo pra cá, conquistei desafios que trazem responsabilidade (como meu apartamento) e chega uma hora que não posso mais gastar com que quero e na hora que quero, tenho que criar o hábito de gerir meu capital.

    O problema é que, para se gerenciar algo é necessário ter o mínimo de informação sobre o que será controlado, não dá para controlar a velocidade do seu carro se você não possui um velocímetro, por exemplo. Dinheiro pode ser comparado assim também, só que o velocímetro dele é um fluxo de caixa.

    Confesso que tenho aversão a guardar comprovantes, pedir nota, anotar em pedaço de papel gastos na rua para chegar ao fim do dia, eu abrir uma planilha em Excel ou preencher dados em algum software gestor de finanças pessoais (Money, Quicken, etc). Já tentei algumas vezes. No começo me proponho sem problemas, mas com o tempo acabo deixando o hábito de lado.

    Para quem trabalha 10 horas por dia, chegar em casa e ainda preencher planilha é penoso. Se deixar para fazer isso no trabalho, além de você priorizar outras atividades óbvias, você acaba não preenchendo corretamente seus gastos de final de semana. Se acumular você desiste porque é difícil bater o saldo depois de um tempo.

    Resumindo, não serviu no meu caso. Não tenho paciência, penso ser um processo amarrado, quase como se fosse um trabalho, e sendo assim, já basta o que tenho. Preciso de algo funcional, claro, simples, que eu entenda da minha forma.

    Pensei: - Será que existe alguma boa alma (ou algumas) que pensou(aram) em criar um gerenciador financeiro no qual eu possa utilizar on-line? 
    Ou seja, se estou no trabalho posso inserir informações de gastos acessando a internet, se estou em casa idem, se estiver na África consigo atualiza-la em um hotel com acesso a rede, ou seja, que esteja disponível onde eu estiver.

    Encontrei alguns bem interessantes: um exemplo é o Expensr, apesar de ser em inglês é excelente, mas o problema maior é o fato de você confiar seus dados de gastos e recebimentos a um site que você não sabe ao certo o que será feito com estas informações, ou o fato de uma hora ou outra o produto ser “descontinuado”.

    Pensei (de novo): Será que existe alguma solução open-source para utilização? Em linguagem PHP com MySQL para que eu instale em meu servidor? ODreamhost (meu servidor) permite que eu crie subdomínios e instale o que eu quiser e, estando lá somente eu (em teoria) teria acesso aos meus dados e, há não ser que a internet pare, eu posso acessar este programa de qualquer lugar do planeta.

    O senhor Google, detentor de todas as respostas do mundo respondeu:Badger.

    Antes de tudo, já se vão três meses de uso, esperei bem e utilizei ao máximo para saber se não teria problemas com este tipo de conceito como tive com a planilha e o Money.

    Criei um subdomínio aqui mesmo e instalei o código. Tive alguns problemas com a versão do MySQL, pois a instalada no Dreamhost não possui recursos de cálculos avançados pré-instalados, porém tirando a resposta do pessoal da Dreamhost sobre a possibilidade de eles mesmo instalarem isso que foi mais ou menos assim: “Você pode instalar via Shell por sua conta e risco seguindo tais passos” não tive pormenores.

    Depois de instalado, logo percebi que fiz uma boa escolha.

    Pode-se quantas contas quiser (contas = saldo do seu bolso, conta corrente, poupança, adsense, etc) , eu criei até a do porquinho que tenho em casa, ou seja, cada moedinha que sobre no bolso eu transfiro pra conta do porquinho. Não pensem que fiquei xiita, mas ficou tão fácil e prazeroso preencher isto que faço questão. Dê uma olhada como ficaram minhas contas:

     

    Badger Fernando Gonzaga

     

    Criei várias categorias (ai a brincadeira fica legal) como, por exemplo: Transporte, Habitação, Impostos, Alimentação, Vestuário, etc., e, abaixo destas é possível criar subcategorias, como por exemplo, dentro de transporte criei: gasolina, manutenção, pedágio, IPVA, multas, etc. 
    No começo é chato, mais você vai fazer isto uma única vez isso, depois quando você lançar a despesa, é só escolher em um menu drop-dows a fonte, como abaixo:

     

    Badger Fernando Gonzaga

     

    Dica: criei algumas categorias que não precisam ser listadas posteriormente nos gráficos (sim, ele possui), como a “Transferência de saldo”, ou seja, se efetuo um saque da minha conta corrente eu simplesmente lanço uma transação de transferência, onde da minha conta “Conta Corrente” é debitada o valor do saque que automaticamente será creditada da minha conta “Bolso”.

     

    Badger Fernando Gonzaga

     

    Temos alguns gráficos depois que começamos a preencher os as entradas e saídas, o que mais utilizo é o tipo Pizza (tem Trend e Timespan também), você pode efetuar dezenas de filtros, eu, por exemplo, utilizo por datas (transações no mês) e excluo algumas categorias (como exemplo o “transferência de saldo”), tanto para gastos como para recebimentos. Desta forma você tem este resultado:

     

    Badger Fernando Gonzaga

     

     

    Badger Fernando Gonzaga

     

     

    Badger Fernando Gonzaga

     

     

    Badger Fernando Gonzaga

     

    Você pode inserir também despesas freqüentes, assim o sistema lhe avisará quando as contas estarão vencendo, mensalmente, semanalmente, trimestralmente, etc.
    Outra dica bem legal é criar uma conta de “contas a pagar” e sempre que você efetuar um financiamento lança-se o valor total do financiamento nesta conta e, no pagamento de cada parcela, transfere-se o saldo pago para esta conta em forma de crédito. 
    Exemplo: Gasto com Televisor LCD em 10X de R$ 100,00 (lança-se R$ 1000,00 na conta “contas a pagar”, na categoria “Eletroeletrônicos”), quando do pagamento da parcela faz-se a transação de transferência debitando R$ 100,00 da conta “conta corrente” (se pago em débito no internet banking) e creditando este valor automaticamente da conta “contas a pagar” utilizando a categoria “Transferência de saldo”.Assim, quando pago todo o valor da Televisão, o valor da conta “contas a pagar” estará com saldo zero.

    Hoje sei exatamente quanto devo e se terei caixa para efetuar o pagamento de todos os meus débitos no próximo mês. Se lembrarmos do começo deste post, já posso efetuar a gestão do meu dinheiro pois tenho os dados que preciso.

    Gostou? Então se você tem interesse, procure se informar sobre, se tiver alguma dúvida pode postar o comentário (só não ofereço consultoria), penso que vale muito a pena começar a entender quem você é financeiramente. E sendo assim, fica mais fácil, não gasto nem 5 minutos diários para isso, mas gasto uma meia hora analisando o que faço com meu dinheiro e este sim é o objetivo.

    Esta é uma ferramenta de controle, para saber como mexer com dinheiro ando lendo o Dinheirama e o Em busca do primeiro milhão. Até!

    Se quiser saber mais sobre o Badger, clique aqui.
    Bom, fico por aqui, preciso preencher meus gastos agora.

    Guia Rápido para Dirigir em Salvador - BA

    O trânsito em Salvador é uma coisa que me irrita a cada dia, aliás, toda vez que eu dirijo. Este é, hoje, o principal motivo para eu querer sair desta cidade. Hoje, porque eu dirigi. Quando eu não dirijo, tenho outros motivos, risos.

    Leiam abaixo.

    Vindo à capital da Bahia a passeio e tendo que se adaptar ao jeitinho baiano de dirigir, não se assuste. Em Salvador você verá atrocidades; você duvidará que o motorista que violentamente insiste em lhe expulsar da pista goza de boa saúde mental; você não entenderá como nós soteropolitanos, famosos no mundo por não se estressarem, nos transformamos em seres raivosos quando estamos ao volante. Não fazemos por maldade, guiamos preocupados apenas com o centro do universo, nós mesmos, os baianos, os piores motoristas do Brasil. 


    As lições vão lhe ajudar no trânsito de Salvador.

    1ª Lição: Faixas Inúteis. A pintura de faixas, quando existe, não serve para absolutamente nada. Nós não sabemos exatamente para que a via foi dividida em faixas. Passamos de uma faixa para outra, rodamos sobre as faixas "seguindo os pontinhos" como se não quiséssemos nos perder... e em qualquer curva preferimos a tangente, mesmo que a faixa ao lado esteja ocupada por algum "leso". Acostume-se, esqueça as faixas, sinta-se livre.

    2ª Lição: Parar Já. Paramos onde e quando precisamos; às vezes até ligamos o pisca alerta. Todos podem esperar um pouco. Na rua onde mal passa um carro, que diferença podem fazer cinco ou dez minutos parado até que Voinha Zinha desça da casa de mainha ? Se o carro da frente parar, tenha paciência, espere até que ele decida seguir ou, também é permitido, buzine alucinadamente para extravasar sua raiva, sabendo que não vai adiantar. Desconte no próximo, pare também onde e quando quiser, aqui pode.

    3ª Lição: Setas Invertidas. Não temos idéia do que passava na cabeça de quem colocou aquelas luzinhas amarelas que piscam quando nossos filhos mexem naquela alavanca inútil que fica próxima ao volante. Às vezes acionamos sem querer a luzinha que pisca na esquerda ou na direita. Se desejamos ir para a esquerda, vamos, não importa se a tal luz amarela está piscando, muito menos se pisca do lado certo. Seta é coisa de carioca "ixperto", nós não precisamos de seta para guiar. Nunca sinalize em Salvador, você poderá desviar a atenção do soteropolitano que vai ao seu lado.

    4ª Lição: Meter o Terço. Metendo um terço do seu carro na frente do baiano que teria a preferência você automaticamente obriga-o a ceder em seu favor. Meta o terço em qualquer situação: em cruzamentos perigosos, ao entrar em vias rápidas, quando quiser passar à frente de algum otário, enfim, meter o terço lhe garante vantagem indiscutível (é possível que às vezes ocorra uma pequena batida, coisas da vida, se bater saia do carro e comece a bater papo com o outro baiano. Vocês acabarão descobrindo que são parentes ou que têm amigos em comum... você num é irmão do Tinho ? Não, sou primo. Rapaz, cê parece dimais com ele, é escrito e escarrado. Como tá Inha, cunhada do Tinho? ...)

    5ª Lição: Emparelhar. Fique sempre ao lado de algum carro. Se ele acelerar, acelere também. Se reduzir a velocidade, reduza e permaneça "emparelhado". Emparelhar deixa o baiano seguro. Vá juntinho, melhor seguir acompanhado. Se atrapalhar quem vem atrás não se avexe, quem quiser passar que passe. É isso mesmo, às vezes a oitenta por hora, ou a vinte, os baianos adoram andar emparelhados... e só Deus sabe o motivo.

    6ª Lição: Dois Dedos. Dois dedos é a distância normalmente mantida por um bom motorista baiano do carro da frente. Colado, bem juntinho. Achamos que assim é possível aproveitar ao máximo o espaço disponível em nossas ruas. Outra vantagem em manter dois dedos do carro da frente é mostrar que estamos com pressa, que o carro da frente deve se apressar. Não importa se o motorista da frente não está atrasado como um bom baiano. O que importa é seguir colado. Não se perca, siga sempre a dois dedos do carro da frente.

    7ª Lição: Fila é Para Otário. Em qualquer conversão, onde normalmente só caberia um carro, nós baianos fazemos a fila dupla, tripla, às vezes dá até para a quarta fila. Nunca espere o leso otário que está aguardando pacientemente a conversão, fila é para otário. Passe à frente, meta o terço, tome a preferência da conversão à força. Quem quiser que buzine.

    8ª Lição: Buzina no Sinal Verde. Nós, baianos, há muitos anos disputamos o campeonato de acionamento de buzina após a abertura do sinal. Aguarde o sinal verde com as duas mãos prontas para acionar violentamente a buzina do seu carro. O recorde é de Toinho, irmão de Dozinha, dois centésimos de segundo após a luz verde. Capriche na buzina, rápido, mesmo que você esteja sem pressa, mesmo que buzinar não faça nenhum sentido.

    9ª Lição: Lixo no Carro Não. É, é isso mesmo que você forasteiro está pensando. Nos nossos carros baianos não pode ter lixo. Vai tudo pela janela. Latinha de cerveja, fralda suja, palito de picolé, ponta de cigarro, garrafa pet. Somos muito asseados, lixo no carro não. Quem quiser que varra a rua, ou mesmo a garagem do próprio prédio onde mora. Acostume-se e, se do carro da frente for jogado algum objeto grande, desvie sem reclamar.

    10ª Lição: O Retorno É Aqui. Nas ruas de Salvador é possível retornar em qualquer lugar. Gire o volante e, se couber, ótimo. Se não "deu jogo" dê uma rezinha rapidinha e complete a manobra. Quem quiser que espere ou se bata. Quem procura retorno é otário. Não se assuste de depois da curva der de cara com uma D20 atravessada na pista, manobrando para retornar a dez metros do retorno correto.

    11ª Lição: Faixa de Pedestre. Viu uma? Não pare! O pedestre não tem vez aqui, tem de ficar 2, 5, 10 minutos esperando algum santo parar ou tentar atravessar correndo pelo meio dos carros. Se parar, não se incomode com as buzinas e xingamentos de quem vem atrás.

    Bom, é isso! Boa sorte no trânsito de Salvador.
    Antes que eu esqueça: para dirigir em Salvador você não precisa, necessariamente, olhar para frente. Converse olhando sempre para o carona. Fale ao celular, leia, procure coisas no porta-luvas, enfim, descontraia, crie você mesmo suas regras de trânsito.

    (autor desconhecido)

    Livros são para serem lidos

    Achei interessante um trecho deste blog em http://barretovilanova.wordpress.com/2010/01/04/livros-sao-para-serem-lidos/

    [...] É o movimento “Liberte um Livro” (ou bookcrossing, nos EUA).

    Apesar da ação ser um pouco mais antiga, o conceito foi definido em 2004 nos EUA. É bem simples: sabe aquele livro que você já leu e está na sua estante, geralmente intocado há muito tempo, esperando alguém olhar por acaso e se interessar em ler? Então, ele é um “livro preso”, que não está servindo ao seu propósito: levar conhecimento e cultura. O movimento propõe que você dê uma “alforria” ao livro, escrevendo um bilhetinho com algo do tipo “Este livro é livre. Leia e liberte-o novamente”, colocá-lo no livro, e depois basta deixar o livro em algum lugar, geralmente público, ou entregá-lo a alguma pessoa. Em algum momento, alguém irá se interessar pelo livro, ler o bilhete e, se tudo der certo, seguir a “corrente”.

    A idéia é bem bacana e dá certo. Uma pequena busca no google e você encontrará diversos desses movimentos no Brasil e no exterior, seja ligado a instituições ou não. Algumas pessoas ficam de “tocaia” filmando o momento de libertação até que alguém pegue o livro, mostrando que o ato funciona (ou pelo menos tentam).

    Alguns sites de movimentos aqui no Brasil e fora:

    http://liberteumlivropb.wordpress.com/ - Movimento na Paraíba

    http://liberteumlivro.blogspot.com/ - Movimento no Distrito Federal

    http://www.bookcrossing-portugal.com/ - Movimento em Portugal

    http://www.bookcrossing.com/ - Movimento nos EUA


    Site sobre segurança em Linux

    Recentemente assinei o feed do http://segurancalinux.com/. É uma boa forma de me atualizar nestes assuntos...