Eleição DCE/UFBA

Email veiculado no grupo de discussão da minha turma de Gestão Pública e Gestão Social. 

  O único comentário que eu posso fazer é que, pra mim, a situação do Movimento Estudantil descambou para a descaração, no momento que eu soube que a eleição é majoritária. Isto quer dizer que a chapa que vence as eleições leva o Diretório inteiro. Eu nunca vi isto. Quando questionei uns colegas (que faziam a propaganda eleitoral na sala),  me responderam que isto aconteceu em 2006, e que num tal período --  de 2001 até 2003, se não me engano -- foi assim (majoritária) e depois voltou (proporcional). Mas pelo que eu me lembro, e fiz graduação de 99.2 até 2004.1 (março de 2005), nunca teve isto. E o que ficou parecendo é que eles são craques em citar datas e falar do passado (de quando não eram estudantes da UFBA ainda) com muita segurança e propriedade. 

Isto me lembra um professor que tive, recentemente, num curso que fiz: 'Segurança é TUDO!', 'ráaaa!'. Grande Fernando...

Encerrando, eu vou tentar ver as propostas e escolher a melhor chapa...

E aí, você aluno da UFBA, já votou? 'Ni' quem? 

---------- Forwarded message ----------
From: Jamile
Date: 2010/4/27
Subject: Eleição DCE/UFBA
To: gestao-ufba-20101@googlegroups.com


Prezados colegas,

A partir de hoje até o dia 29/04 (quinta-feira) ocorrerão às eleições para o DCE, seguida pela escolha de reitor ou reitora (dias 4 e 5 de maio). Ainda este ano teremos também as eleições para presidente, governador, senador, deputado federal e deputado estadual.

Para quem não sabe, o Diretório Central dos Estudantes é a entidade oficial do corpo discente da UFBA com autonomia administrativa, política e financeira, criada com o intuito de servir à comunidade acadêmica e lutar pelos nossos direitos, promovendo debates, organizando eventos. A sede do DCE fica na Rua Caetano Moura, 142, Federação.

São cinco chapas que participam das eleições, compostas por alunos dos Bacharelados Interdisciplinares, Tecnológico e de outros institutos da UFBA:

Conheça as chapas concorrentes:

Durante os últimos dias pudemos perceber como é grande a mobilização. É comum as chapas chegarem com cartazes, adesivos, faixas, camisas, passagens pelas salas. Enfim, algumas pessoas têm aversão à política, preferem fechar os olhos, achar que são impotentes, fingem que estão imunes às decisões que os cercam, que não têm responsabilidade sobre os resultados ou simplesmente votam com base em critérios aleatórios, irrelevantes e sem sentido (“é a chapa do meu amigo”, ou “foi a primeira que eu vi”, etc.). Tempos depois, criticam de forma veemente, mas com tanta propriedade sobre o que dizem quanto um papagaio. Penso que os alunos do curso de Gestão Pública e Social não devem ser assim!

Estamos em uma modalidade de curso diferente, com uma grade interdisciplinar e professores exemplares para nos distanciarmos das questões da universidade. Pense, converse com os membros das chapas, filtre os discursos tendenciosos e vote em propostas.

 

Saudações,

Jamile


           

Controle sua vida financeira com o Badger

Eu costumo indicar o link abaixo para as pessoas, quando falo do Badger-Finance. Todavia, muitas vezes o site do Fernando Gonzaga fica fora do ar. Por este motivo, replico no meu posterous.
 
Se o autor original chegar a este link, mais uma vez: MUITO OBRIGADO!
 
http://fe.eti.br/2007/11/06/controle-sua-vida-financeira-com-o-badger-melhor-que-microsoft-money/
 

Controle sua vida financeira com o Badger (melhor que Microsoft Money)

Tuesday, November 6th, 2007 in GestãoBate-papo

Minha vida tem mudado de um tempo pra cá, conquistei desafios que trazem responsabilidade (como meu apartamento) e chega uma hora que não posso mais gastar com que quero e na hora que quero, tenho que criar o hábito de gerir meu capital.

O problema é que, para se gerenciar algo é necessário ter o mínimo de informação sobre o que será controlado, não dá para controlar a velocidade do seu carro se você não possui um velocímetro, por exemplo. Dinheiro pode ser comparado assim também, só que o velocímetro dele é um fluxo de caixa.

Confesso que tenho aversão a guardar comprovantes, pedir nota, anotar em pedaço de papel gastos na rua para chegar ao fim do dia, eu abrir uma planilha em Excel ou preencher dados em algum software gestor de finanças pessoais (Money, Quicken, etc). Já tentei algumas vezes. No começo me proponho sem problemas, mas com o tempo acabo deixando o hábito de lado.

Para quem trabalha 10 horas por dia, chegar em casa e ainda preencher planilha é penoso. Se deixar para fazer isso no trabalho, além de você priorizar outras atividades óbvias, você acaba não preenchendo corretamente seus gastos de final de semana. Se acumular você desiste porque é difícil bater o saldo depois de um tempo.

Resumindo, não serviu no meu caso. Não tenho paciência, penso ser um processo amarrado, quase como se fosse um trabalho, e sendo assim, já basta o que tenho. Preciso de algo funcional, claro, simples, que eu entenda da minha forma.

Pensei: - Será que existe alguma boa alma (ou algumas) que pensou(aram) em criar um gerenciador financeiro no qual eu possa utilizar on-line? 
Ou seja, se estou no trabalho posso inserir informações de gastos acessando a internet, se estou em casa idem, se estiver na África consigo atualiza-la em um hotel com acesso a rede, ou seja, que esteja disponível onde eu estiver.

Encontrei alguns bem interessantes: um exemplo é o Expensr, apesar de ser em inglês é excelente, mas o problema maior é o fato de você confiar seus dados de gastos e recebimentos a um site que você não sabe ao certo o que será feito com estas informações, ou o fato de uma hora ou outra o produto ser “descontinuado”.

Pensei (de novo): Será que existe alguma solução open-source para utilização? Em linguagem PHP com MySQL para que eu instale em meu servidor? ODreamhost (meu servidor) permite que eu crie subdomínios e instale o que eu quiser e, estando lá somente eu (em teoria) teria acesso aos meus dados e, há não ser que a internet pare, eu posso acessar este programa de qualquer lugar do planeta.

O senhor Google, detentor de todas as respostas do mundo respondeu:Badger.

Antes de tudo, já se vão três meses de uso, esperei bem e utilizei ao máximo para saber se não teria problemas com este tipo de conceito como tive com a planilha e o Money.

Criei um subdomínio aqui mesmo e instalei o código. Tive alguns problemas com a versão do MySQL, pois a instalada no Dreamhost não possui recursos de cálculos avançados pré-instalados, porém tirando a resposta do pessoal da Dreamhost sobre a possibilidade de eles mesmo instalarem isso que foi mais ou menos assim: “Você pode instalar via Shell por sua conta e risco seguindo tais passos” não tive pormenores.

Depois de instalado, logo percebi que fiz uma boa escolha.

Pode-se quantas contas quiser (contas = saldo do seu bolso, conta corrente, poupança, adsense, etc) , eu criei até a do porquinho que tenho em casa, ou seja, cada moedinha que sobre no bolso eu transfiro pra conta do porquinho. Não pensem que fiquei xiita, mas ficou tão fácil e prazeroso preencher isto que faço questão. Dê uma olhada como ficaram minhas contas:

 

Badger Fernando Gonzaga

 

Criei várias categorias (ai a brincadeira fica legal) como, por exemplo: Transporte, Habitação, Impostos, Alimentação, Vestuário, etc., e, abaixo destas é possível criar subcategorias, como por exemplo, dentro de transporte criei: gasolina, manutenção, pedágio, IPVA, multas, etc. 
No começo é chato, mais você vai fazer isto uma única vez isso, depois quando você lançar a despesa, é só escolher em um menu drop-dows a fonte, como abaixo:

 

Badger Fernando Gonzaga

 

Dica: criei algumas categorias que não precisam ser listadas posteriormente nos gráficos (sim, ele possui), como a “Transferência de saldo”, ou seja, se efetuo um saque da minha conta corrente eu simplesmente lanço uma transação de transferência, onde da minha conta “Conta Corrente” é debitada o valor do saque que automaticamente será creditada da minha conta “Bolso”.

 

Badger Fernando Gonzaga

 

Temos alguns gráficos depois que começamos a preencher os as entradas e saídas, o que mais utilizo é o tipo Pizza (tem Trend e Timespan também), você pode efetuar dezenas de filtros, eu, por exemplo, utilizo por datas (transações no mês) e excluo algumas categorias (como exemplo o “transferência de saldo”), tanto para gastos como para recebimentos. Desta forma você tem este resultado:

 

Badger Fernando Gonzaga

 

 

Badger Fernando Gonzaga

 

 

Badger Fernando Gonzaga

 

 

Badger Fernando Gonzaga

 

Você pode inserir também despesas freqüentes, assim o sistema lhe avisará quando as contas estarão vencendo, mensalmente, semanalmente, trimestralmente, etc.
Outra dica bem legal é criar uma conta de “contas a pagar” e sempre que você efetuar um financiamento lança-se o valor total do financiamento nesta conta e, no pagamento de cada parcela, transfere-se o saldo pago para esta conta em forma de crédito. 
Exemplo: Gasto com Televisor LCD em 10X de R$ 100,00 (lança-se R$ 1000,00 na conta “contas a pagar”, na categoria “Eletroeletrônicos”), quando do pagamento da parcela faz-se a transação de transferência debitando R$ 100,00 da conta “conta corrente” (se pago em débito no internet banking) e creditando este valor automaticamente da conta “contas a pagar” utilizando a categoria “Transferência de saldo”.Assim, quando pago todo o valor da Televisão, o valor da conta “contas a pagar” estará com saldo zero.

Hoje sei exatamente quanto devo e se terei caixa para efetuar o pagamento de todos os meus débitos no próximo mês. Se lembrarmos do começo deste post, já posso efetuar a gestão do meu dinheiro pois tenho os dados que preciso.

Gostou? Então se você tem interesse, procure se informar sobre, se tiver alguma dúvida pode postar o comentário (só não ofereço consultoria), penso que vale muito a pena começar a entender quem você é financeiramente. E sendo assim, fica mais fácil, não gasto nem 5 minutos diários para isso, mas gasto uma meia hora analisando o que faço com meu dinheiro e este sim é o objetivo.

Esta é uma ferramenta de controle, para saber como mexer com dinheiro ando lendo o Dinheirama e o Em busca do primeiro milhão. Até!

Se quiser saber mais sobre o Badger, clique aqui.
Bom, fico por aqui, preciso preencher meus gastos agora.

Guia Rápido para Dirigir em Salvador - BA

O trânsito em Salvador é uma coisa que me irrita a cada dia, aliás, toda vez que eu dirijo. Este é, hoje, o principal motivo para eu querer sair desta cidade. Hoje, porque eu dirigi. Quando eu não dirijo, tenho outros motivos, risos.

Leiam abaixo.

Vindo à capital da Bahia a passeio e tendo que se adaptar ao jeitinho baiano de dirigir, não se assuste. Em Salvador você verá atrocidades; você duvidará que o motorista que violentamente insiste em lhe expulsar da pista goza de boa saúde mental; você não entenderá como nós soteropolitanos, famosos no mundo por não se estressarem, nos transformamos em seres raivosos quando estamos ao volante. Não fazemos por maldade, guiamos preocupados apenas com o centro do universo, nós mesmos, os baianos, os piores motoristas do Brasil. 


As lições vão lhe ajudar no trânsito de Salvador.

1ª Lição: Faixas Inúteis. A pintura de faixas, quando existe, não serve para absolutamente nada. Nós não sabemos exatamente para que a via foi dividida em faixas. Passamos de uma faixa para outra, rodamos sobre as faixas "seguindo os pontinhos" como se não quiséssemos nos perder... e em qualquer curva preferimos a tangente, mesmo que a faixa ao lado esteja ocupada por algum "leso". Acostume-se, esqueça as faixas, sinta-se livre.

2ª Lição: Parar Já. Paramos onde e quando precisamos; às vezes até ligamos o pisca alerta. Todos podem esperar um pouco. Na rua onde mal passa um carro, que diferença podem fazer cinco ou dez minutos parado até que Voinha Zinha desça da casa de mainha ? Se o carro da frente parar, tenha paciência, espere até que ele decida seguir ou, também é permitido, buzine alucinadamente para extravasar sua raiva, sabendo que não vai adiantar. Desconte no próximo, pare também onde e quando quiser, aqui pode.

3ª Lição: Setas Invertidas. Não temos idéia do que passava na cabeça de quem colocou aquelas luzinhas amarelas que piscam quando nossos filhos mexem naquela alavanca inútil que fica próxima ao volante. Às vezes acionamos sem querer a luzinha que pisca na esquerda ou na direita. Se desejamos ir para a esquerda, vamos, não importa se a tal luz amarela está piscando, muito menos se pisca do lado certo. Seta é coisa de carioca "ixperto", nós não precisamos de seta para guiar. Nunca sinalize em Salvador, você poderá desviar a atenção do soteropolitano que vai ao seu lado.

4ª Lição: Meter o Terço. Metendo um terço do seu carro na frente do baiano que teria a preferência você automaticamente obriga-o a ceder em seu favor. Meta o terço em qualquer situação: em cruzamentos perigosos, ao entrar em vias rápidas, quando quiser passar à frente de algum otário, enfim, meter o terço lhe garante vantagem indiscutível (é possível que às vezes ocorra uma pequena batida, coisas da vida, se bater saia do carro e comece a bater papo com o outro baiano. Vocês acabarão descobrindo que são parentes ou que têm amigos em comum... você num é irmão do Tinho ? Não, sou primo. Rapaz, cê parece dimais com ele, é escrito e escarrado. Como tá Inha, cunhada do Tinho? ...)

5ª Lição: Emparelhar. Fique sempre ao lado de algum carro. Se ele acelerar, acelere também. Se reduzir a velocidade, reduza e permaneça "emparelhado". Emparelhar deixa o baiano seguro. Vá juntinho, melhor seguir acompanhado. Se atrapalhar quem vem atrás não se avexe, quem quiser passar que passe. É isso mesmo, às vezes a oitenta por hora, ou a vinte, os baianos adoram andar emparelhados... e só Deus sabe o motivo.

6ª Lição: Dois Dedos. Dois dedos é a distância normalmente mantida por um bom motorista baiano do carro da frente. Colado, bem juntinho. Achamos que assim é possível aproveitar ao máximo o espaço disponível em nossas ruas. Outra vantagem em manter dois dedos do carro da frente é mostrar que estamos com pressa, que o carro da frente deve se apressar. Não importa se o motorista da frente não está atrasado como um bom baiano. O que importa é seguir colado. Não se perca, siga sempre a dois dedos do carro da frente.

7ª Lição: Fila é Para Otário. Em qualquer conversão, onde normalmente só caberia um carro, nós baianos fazemos a fila dupla, tripla, às vezes dá até para a quarta fila. Nunca espere o leso otário que está aguardando pacientemente a conversão, fila é para otário. Passe à frente, meta o terço, tome a preferência da conversão à força. Quem quiser que buzine.

8ª Lição: Buzina no Sinal Verde. Nós, baianos, há muitos anos disputamos o campeonato de acionamento de buzina após a abertura do sinal. Aguarde o sinal verde com as duas mãos prontas para acionar violentamente a buzina do seu carro. O recorde é de Toinho, irmão de Dozinha, dois centésimos de segundo após a luz verde. Capriche na buzina, rápido, mesmo que você esteja sem pressa, mesmo que buzinar não faça nenhum sentido.

9ª Lição: Lixo no Carro Não. É, é isso mesmo que você forasteiro está pensando. Nos nossos carros baianos não pode ter lixo. Vai tudo pela janela. Latinha de cerveja, fralda suja, palito de picolé, ponta de cigarro, garrafa pet. Somos muito asseados, lixo no carro não. Quem quiser que varra a rua, ou mesmo a garagem do próprio prédio onde mora. Acostume-se e, se do carro da frente for jogado algum objeto grande, desvie sem reclamar.

10ª Lição: O Retorno É Aqui. Nas ruas de Salvador é possível retornar em qualquer lugar. Gire o volante e, se couber, ótimo. Se não "deu jogo" dê uma rezinha rapidinha e complete a manobra. Quem quiser que espere ou se bata. Quem procura retorno é otário. Não se assuste de depois da curva der de cara com uma D20 atravessada na pista, manobrando para retornar a dez metros do retorno correto.

11ª Lição: Faixa de Pedestre. Viu uma? Não pare! O pedestre não tem vez aqui, tem de ficar 2, 5, 10 minutos esperando algum santo parar ou tentar atravessar correndo pelo meio dos carros. Se parar, não se incomode com as buzinas e xingamentos de quem vem atrás.

Bom, é isso! Boa sorte no trânsito de Salvador.
Antes que eu esqueça: para dirigir em Salvador você não precisa, necessariamente, olhar para frente. Converse olhando sempre para o carona. Fale ao celular, leia, procure coisas no porta-luvas, enfim, descontraia, crie você mesmo suas regras de trânsito.

(autor desconhecido)

Livros são para serem lidos

Achei interessante um trecho deste blog em http://barretovilanova.wordpress.com/2010/01/04/livros-sao-para-serem-lidos/

[...] É o movimento “Liberte um Livro” (ou bookcrossing, nos EUA).

Apesar da ação ser um pouco mais antiga, o conceito foi definido em 2004 nos EUA. É bem simples: sabe aquele livro que você já leu e está na sua estante, geralmente intocado há muito tempo, esperando alguém olhar por acaso e se interessar em ler? Então, ele é um “livro preso”, que não está servindo ao seu propósito: levar conhecimento e cultura. O movimento propõe que você dê uma “alforria” ao livro, escrevendo um bilhetinho com algo do tipo “Este livro é livre. Leia e liberte-o novamente”, colocá-lo no livro, e depois basta deixar o livro em algum lugar, geralmente público, ou entregá-lo a alguma pessoa. Em algum momento, alguém irá se interessar pelo livro, ler o bilhete e, se tudo der certo, seguir a “corrente”.

A idéia é bem bacana e dá certo. Uma pequena busca no google e você encontrará diversos desses movimentos no Brasil e no exterior, seja ligado a instituições ou não. Algumas pessoas ficam de “tocaia” filmando o momento de libertação até que alguém pegue o livro, mostrando que o ato funciona (ou pelo menos tentam).

Alguns sites de movimentos aqui no Brasil e fora:

http://liberteumlivropb.wordpress.com/ - Movimento na Paraíba

http://liberteumlivro.blogspot.com/ - Movimento no Distrito Federal

http://www.bookcrossing-portugal.com/ - Movimento em Portugal

http://www.bookcrossing.com/ - Movimento nos EUA


Site sobre segurança em Linux

Recentemente assinei o feed do http://segurancalinux.com/. É uma boa forma de me atualizar nestes assuntos...

My list of personal productivity free software

Here's my list of personal productivity free software:

I have one mauriciovieira.net subdomain for each, and host all of them on my http://dreamhost.com account.

What do you use?

posterous.mauriciovieira.net working

Rezar surte algum efeito? por Gabriel Galvão

Rezar surte algum efeito?

Ontem à noite li em alguma esquina dessas da internet a seguinte citação: “Muitos são os planos no coração do homem, mas o que prevalece é o propósito do Senhor.” (Prov. 19.21). Tive, imediatamente, o impulso de responder mas hesitei. Se alguém é feliz acreditando nisso, que tenho eu com isso, não é mesmo?

Acordei hoje pensando na frase e lembrei, meio que por acaso, do brilhante texto de George Carlin ‘Religion is Bullshit’, onde põe no lugar de deus o ator Joe Pesci, famoso pela interpretação de papeis de caras durões no cinema. Fala, hilariamente, que “Joe Pesci gets things done (…) [and] it’s amazing what you can achieve with a baseball bat”. Carlin termina falando que a mesma proporção de vezes em que suas preces são atendidas por Joe Pesci é a de que suas preces foram atendidas por deus, 50%. No final, trata-se de uma questão de puro acaso. O que acontece é que há justificativa para tudo. Se deus não atende, é porque não era de sua vontade. Se “atende”, é a ‘Graça de Deus’. O fato é que toda a valoração de se uma prece foi atendida ou não e se ela foi atendida por um deus ou pelo curso normal dos eventos,  é uma valoração humana e sujeita à natureza inclinada à fé e ao faz-de-contas dos homens.

Leiamos novamente a citação inicial. Lembro claramente, da época de catecismo, que deus possui um Plano Divino. Acredito que, desta citação de Provérbios, se faça alusão a justamente este plano. Se deus é perfeito e tudo que cria é perfeito, conclui-se que seu plano também deva ser perfeito. ‘Plano Divino’ possui, de fato, toda a pompa de ser algo perfeito.

Continuemos.

A conclusão natural é a seguinte: não adianta rezar. Quem somos nós para querermos interferir no plano divino de deus? E qual é o sentido de um plano divino se ele está susceptível ao egoísmo de cada um dos cristãos?, esse povo que trata sua divindade como Help Desk. Partindo novamente do fato de deus ser uma entidade perfeita e considerar-se, como ponto pacífico, que dessa entidade emanou tudo, inclusive as regras de funcionamento de todas as ciências que o homem até agora estabeleceu, há, também, uma via por onde rezar não faz sentido. Qual é o sentido de uma entidade criar leis naturais perfeitas só para ser obrigada a mudá-las para satisfazer as vontades mesquinhas de um mero ser humano?

Nos dois casos, quebra de leis naturais e ruptura do curso do plano divino, os próprios acontecimentos (a quebra) já seriam sinalizadores de que nem as leis nem o plano são perfeitos. Ora, se são perfeitos, não devem estar sujeitos a mudanças, pois não necessitariam. Por que rezar, então? Rezar não faz sentido algum. Bem, façamos justiça, acredito que haja efeitos sob a mesma pessoa que reza mas, neste caso, devemos notar que a grande parte das pessoas que rezam efetivamente acreditam que uma entidade terceira (deus, no caso) irá fazer suas compras, arranjar-lhe um namorado, um marido, matar alguém de doença, proteger políticos corruptos (…) ad infinitum.

Há, além do mais, um outro questionamento moral. Suponhamos que deus atende a preces por um instante só. Se ele atende, porque não acaba com a fome da África? Veja bem que não estou aqui dizendo que o suposto deus é o responsável por isso. A pergunta é sã e faz sentido. Lembre que crianças que passam fome também rezam. Por que o problema delas não é solucionado? E você aí que acredita no poder da reza. Por que você acha que deus deveria ouvir você em vez de uma criança que passa fome? Você se considera tão melhor e mais necessitado de ajuda do que um ser humano faminto e tratado como lixo? Se você usa a lógica, já percebeu que rezar não faz nenhum sentido. E essas pessoas que rezam deveriam ter vergonha de fazê-lo, sabendo da existência de pessoas com necessidades muito mais urgentes. É uma questão de ética.

P.S.: Não há casos de amputados cujo membro se regenerou. Tenho certeza que há amputados cristãos que rezam e pedem isso em suas preces. Por que será que até hoje nenhum caso de regeneração de membros foi registrado?

Digital Economy Act: This means war

Digital Economy Act: This means war

Baking surveillance, control and censorship into the very fabric of our networks, devices and laws is the absolute road to dictatorial hell

With the rushed passage into law of the Digital Economy Act this month, the fight over copyright enters a new phase. Previous to this, most copyfighters operated under the rubric that a negotiated peace was possible between the thrashing entertainment giants and civil society.

But now that the BPI and its mates have won themselves the finest law that money can buy – a law that establishes an unprecedented realm of web censorship in Britain, a law that provides for the disconnection of entire families from the net on the say-so of an entertainment giant, a law that shuts down free Wi-Fi hotspots and makes it harder than ever to conduct your normal business on the grounds that you might be damaging theirs – the game has changed.

I came to the copyfight from a pretty parochial place. As a working artist, I wanted a set of just copyright rules that provided a sound framework for my negotiations with big publishers, film studios, and similar institutions. I worried that the expansion of copyright – in duration and scope – would harm my ability to freely create. After all, creators are the most active re-users of copyright, each one of us a remix factory and a one-person archive of inspirational and influential materials. I also worried that giving the incumbent giants control over the new online distribution system would artificially extend their stranglehold over creators. This stranglehold means that practically every media giant offers the same awful terms to all of us, and no kinder competitor can get our works into the hands of our audiences.

I still worry about that stuff, of course. I co-founded a successful business – Boing Boing, the widely-read website – that benefits enormously from not having to pay fealty to a distributor in order to reach its readers (by contrast, the old print edition of Boing Boing folded when its main distributor went bankrupt while owing it a modest fortune and holding onto thousands of dollars' worth of printed materials that we never got back). My novels find their way onto the bestseller list by being distributed for free from my website simultaneous with their mainstream bookstore sales through publishers like Macmillan and HarperCollins and Random House.

My whole life revolves around the digital economy: running entrepreneurial businesses that thrive on copying and that exploit the net's powerful efficiencies to realise a better return on investment.

Parliament has just given two fingers to me (and every other small/medium digital enterprise) by agreeing to cripple Britain'sinternet in order to give higher profits to the analogue economy represented by the labels and studios.

But today, my bank-balance is the least of my worries. The entertainment industry's willingness to use parliament todi impose censorship and arbitrary punishment in the course of chasing a few extra quid is so depraved and terrible that it has me in fear for the very underpinnings of democracy and civil society.

In the US, the MPAA and RIAA (American equivalents of the MPA and the BPI) just submitted comments to the American Intellectual Property Czar, Victoria Espinel, laying out their proposal for IP enforcement. They want us all to install spyware on our computers that deletes material that it identifies as infringing. They want our networks censored by national firewalls (U2's Bono also called for this in a New York Times editorial, averring that if the Chinese could control dissident information with censorware, our own governments could deploy similar technology to keep infringement at bay). They want border-searches of laptops, personal media players and thumb-drives.

They want poor countries bullied into diverting GDP from humanitarian causes to enforcing copyright. And they want their domestic copyright enforcement handled, free of charge, by the Department of Homeland Security.

Elements of this agenda are also on display (or rather, in hiding) in the secret Anti-Counterfeiting Trade Agreement, a treaty being drafted between a member's club of rich nations. They've turned their back on the United Nations to negotiate in private, without having to contend with journalists or public interest groups. By their own admission, they intend to impose this treaty on poor countries as a condition of ongoing trade, and in the US, the Obama administration has announced its intention to pass ACTA without Congressional debate.

I'm not such a techno-triumphalist that I believe that the free and open internet will solve all our socio-economic problems. But I amenough of a techno-pessimist to believe that baking surveillance, control and censorship into the very fabric of our networks, devices and laws is the absolute road to dictatorial hell.

Chekhov wrote that a gun on the mantelpiece in act one is sure to go off by act three. The entertainment industry's blinkered pursuit of its own narrow goals has the potential to redesign our technology to be the perfect tools and excuses for oppression.

"10 estratégias de manipulação" das elites

http://www.ccr.art.br/index.php?view=article&catid=36:documentos&id=54:q10-estrategias-de-manipulacaoq-das-elites

ESTRATÉGIAS DE MANIPULAÇÃO POLÍTICA

O lingüista estadunidense Noam Chomsky, que se define politicamente como "companheiro de viagem" da tradição anarquista, é considerado um dos maiores intelectuais da atualidade. Seus estudos sobre gramática generativa tiveram enorme impacto na área da linguística, que ele considera um ramo da psicologia cognitiva. Seu trabalho magistral, "Syntatic Structures", publicado em 1957, não somente influenciou sua área de trabalho, mas diversas outras.

Entre outros estudos, ele elaborou excelentes livros e textos sobre o papel dos meios de comunicação no sistema capitalista. É dele a clássica frase de que "a propaganda representa para a democracia aquilo que o cassetete significa para o Estado totalitário". Como ativista político, manifestou-se contra a guerra do Vietnã e contra o processo de dominação imposto pelo sistema capitalista.

1. A estratégica da distração.

O elemento primordial do controle social é a estratégia da distração que consiste em desviar a atenção do público dos problemas importantes e das mudanças decididas pelas elites políticas e econômicas, mediante a técnica do dilúvio ou inundações de contínuas distrações e de informações insignificantes.

A estratégia da distração é igualmente indispensável para impedir ao público de interessar-se pelos conhecimentos essenciais, na área da ciência, da economia, da psicologia, da neurobiologia e da cibernética. "Manter a atenção do público distraída, longe dos verdadeiros problemas sociais, cativada por temas sem importância real. Manter o público ocupado, ocupado, ocupado, sem nenhum tempo para pensar; de volta à granja como os outros animais (citação do
texto "Armas silenciosas para guerras tranqüilas")" .

2. Criar problemas, depois oferecer soluções.

Este método também é chamado "problema-reação-solução". Cria-se um problema, uma "situação" prevista para causar certa reação no público, a fim de que este seja o mandante das medidas que se deseja fazer aceitar. Por exemplo: deixar que se desenvolva ou se intensifique a violência urbana, ou organizar atentados sangrentos, a fim de que o público seja o mandante de leis de segurança e políticas em prejuízo da liberdade. Ou também: criar uma crise econômica para fazer aceitar como um mal necessário o retrocesso dos direitos sociais e o desmantelamento dos serviços públicos.

3. A estratégia da degradação.

Para fazer com que se aceite uma medida inaceitável, é suficiente aplicar progressivamente, em "degradado", sobre uma duração de 10 anos. É dessa maneira que condições socioeconômicas radicalmente novas têm sido impostas durante os anos de 1980 a 1990. Desemprego em massa, precariedade, flexibilidade, salários que já não asseguram ingressos decentes, tantas mudanças que haviam provocado uma revolução se tivessem sido aplicadas de forma brusca.

4. A estratégica do deferido.

Outra maneira de se fazer aceitar uma decisão impopular é a de apresentá-la como sendo "dolorosa e necessária", obtendo a aceitação pública no momento para uma aplicação futura. É mais fácil aceitar um sacrifício futuro do que um sacrifício imediato. Primeiro, por que o esforço não é empregado imediatamente. Em seguida, por que o público, a massa, tem sempre a tendência a esperar ingenuamente que "tudo irá melhorar amanhã" e que o sacrifício exigido poderá ser evitado. Isto dá mais tempo ao público para acostumar-se com a idéia de mudança e de aceitá-la com resignação quando chegue o momento.

5. Dirigir-se ao público como a crianças de pouca idade.

A maioria da publicidade dirigida ao grande público utiliza discurso, argumentos, personagens e entonação particularmente infantis, muitas vezes próximos à debilidade, como se o espectador fosse um menino de baixa idade ou um deficiente mental. Quanto mais se intente buscar enganar ao espectador, mais se tende a adotar um tom infantilizante.


Por que?

"Se você se dirige a uma pessoa como se ela tivesse a idade de 12 anos, então, em razão da sugestionabilidade, ela tenderá, com certa probabilidade, uma resposta ou reação também desprovida de um sentido critico como a de uma pessoa de 12 anos de idade (ver "Armas silenciosas para guerras tranqüilas")" .

6. Utilizar o aspecto emocional muito mais do que a reflexão.

Fazer uso do aspecto emocional é uma técnica clássica para causar um curto circuito na análise racional, e por fim ao sentido critico dos indivíduos. Além do mais, a utilização do registro emocional permite abrir a porta de acesso ao inconsciente para implantar ou enxertar idéias, desejos, medos e temores, compulsões, ou induzir comportamentos…

7. Manter o público na ignorância e na mediocridade.

Fazer com que o público seja incapaz de compreender as tecnologias e os métodos utilizados para seu controle e sua escravidão. "A qualidade da educação dada as classes sociais inferiores deve ser a mais pobre e medíocre o possível, de forma que a distância da ignorância que paira entre as classes inferiores às classes sociais superiores seja e permaneça impossíveis para o alcance das classes inferiores (ver "Armas silenciosas para guerras tranqüilas")" .

8. Promover ao público a ser complacente na mediocridade.

Promover ao público o achar legal o fato de ser estúpido, vulgar e inculto…

9. Reforçar a revolta pela culpabilidade.

Fazer o indivíduo acreditar que é somente ele o culpado pela sua própria desgraça, por causa da insuficiência de sua inteligência, de suas capacidades, ou de seus esforços. Assim, ao invés de rebelar-se contra o sistema econômico, o individuo se auto-desvalida e culpa-se, o que gera um estado depressivo do qual um dos seus efeitos é a inibição da sua ação. E sem ação, não há revolução!

10. Conhecer melhor os indivíduos do que eles mesmos se conhecem.

No transcorrer dos últimos 50 anos, os avanços acelerados da ciência têm gerado crescente brecha entre os conhecimentos do público e aquelas possuídas e utilizadas pelas elites dominantes. Graças à biologia, à neurobiologia e à psicologia aplicada, o "sistema" tem desfrutado de um conhecimento avançado do ser humano, tanto de forma física como psicologicamente. O sistema tem conseguido conhecer melhor o individuo comum do que ele mesmo conhece a si mesmo. Isto significa que, na maioria dos casos, o sistema exerce um controle maior e um grande poder sobre os indivíduos do que os indivíduos a si mesmos.